sábado, 10 de abril de 2010

Fase complexa



Amy está tão assustada.
Se assusta com qualquer coisa, até com um barulho das chuvas.
Não se sabe o por que está assim.

Tem muitos pesadelos, sonha com muitas mortes.
Vira a madrugada toda acordada, chorando e extremamente desesperada.
Chega a tremer de tanto medo.

Ela não para de se perguntar para si mesma.
"O que está acontecendo comigo?
Será que estou ficando louca?
Quando que isso vai acabar?
Quando que vou ter a minha paz?"

Amy está sempre com a sensação de que algo ruim irá acontecer.
Mas nada acontece.
Ela está vivendo uma fase muito complexa.
Não aguenta mais ficar assim e não tem ninguém para ajudá-la.

Até que um dia, aparece um homem na sua vida e tenta ajudá-la.
Não tem o que fazer, mas ele sempre fica perto dela, dando carinho, amor.
Tudo o que ela precisa para ficar mais calma.
Graças a aquele homem ela conseguiu sair dessa.
Aquele por quem ela é apaixonada agora.
Pena que nem todo final é "feliz para sempre".

Depois de um tempo, ele some, desaparece.
Não tem mais notícias dele.
Ela não deixa de viver por causa dele.
Mas fica eternamente grata por ele ter ajudado no pior momento da sua vida.

terça-feira, 6 de abril de 2010




Às vezes dá vontade de gritar e não parar mais.
Gritar até não ter mais forças, até não ter mais voz, até cansar.
Gritar para tirar a dor, a raiva que está aqui dentro.
Gritar até você me ouvir.

Também dá vontade de correr.
Correr sem rumo, sem destino.
Correr só por correr.
Correr até não sentir mais as pernas.
Até tirar essa dor que não para de aumentar.
Correr para fugir de tudo e de todos.
Sumir. Ficar só.
Só eu e minha dor.

sábado, 3 de abril de 2010


Uma lágrima rolou
Ela percebeu que estava tudo acabado.
Que não tinha como volta atrás e consertar.

Outras lágrimas rolaram em sinônimo de desespero.
Ela agora está sozinha.
Odeia solidão.

Ela cai, de tão fraca está.
Não sabe e nem quer saber como se levanta desse chão.
Não ver sentindo em levantar, pois não tem para onde ir.
Voltar para a sua casa vazia, estava fora de cogitação.
Ficou ali, deitada e sofrendo calada.
Sofrendo pela perda do seu amor da sua vida.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Lágrimas

Elas insistem em descer, principalmente na hora que não deve.
Quando quero mostrar que sou forte, as lágrimas não deixam.
Elas me entregam, me mostra como sou tão frágil.
Que de dura, forte eu não tenho nada.

Lágrimas não param, elas são insuportáveis, são teimosas.
Mostram-me o quanto sou sensível.
Mas não as culpo.
Elas tiram o nó da garganta, aliviam o coração, lavam a minha alma.
Me deixam mais calma, mais relaxada, me deixam bem.

Não tenho vergonha de chorar, não tenho vergonha de mostrar em público.
Isso só prova o quão humana eu sou.

terça-feira, 9 de março de 2010

Esclarecimento

Só quero esclarecer uma coisa, tudo que eu escrevo aqui não aconteceu comigo. Tem certas coisas sim, só que acrescento. Eu uso primeira pessoa porque eu acho mais real, mais verdadeiro, mais emocionante. Terceira pessoa para mim é sem graça, por isso não pensam que o que escrevo realmente aconteceu comigo. Eu não uso isso como diário e também não conseguiria falar essas coisas aqui sobre mim, é muito pessoal.
E vou continuar escrevendo assim, eu gosto, é o meu jeito de escrever.
Só isso que queria deixar bem claro.

Beijos.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

A luta pela vida


Eu vi a minha melhor amiga na rua quase sendo atropelada. Corri para tentar salvá-la e a empurrei fora do asfalto. Depois não senti mais nada, tinha sido atropelada por um carro. Estava incosciente. Não sei quem chamou o bombeiro, não sei o que fizeram comigo.

Tive a sensação que estava morrendo, a paz era muito profunda, tão profunda que cheguei a pensar que estava num céu. Indo para lá por ter salvo a vida da minha amiga.

Mas eu estranhei o lugar, não era como eu tinha imaginado. Não tinha arpa, não tinha anjos, não tinha telescópio para os anjos espionarem o nosso planeta, sinceramente não tinha nada. Eu pensei que os anjos estavam me esperando, mas estava enganada. Estava sozinha naquele lugar, sem ninguém para me guiar. 
Tinha nuvens por tudo que é lado, não dava para ver nada e não tinha presença nenhuma.  


Entrei em pânico porque não queria está ali, não queria está em lugar nenhum ao não ser onde pertenço. Não queria morrer, perder a minha vida por causa do atropelamento. Não queria deixar meus pais, meu irmão e meus amigos.
Não queria abandoná-los, não mesmo. Queria ficar mais tempo com eles.

Comecei a procurar um jeito de sair dali, um jeito de ter a minha vida de volta.
Depois de várias tentativas, depois de correr para várias lugares desconhecidos, não consegui achar a saída.
Comecei a chorar incontrolavemente, sem saber o que fazer.

De repente escuto a voz da minha mãe implorando pela minha volta. Fui atrás dessa voz, correndo sem parar e feliz. Não estava prestando atenção por onde estava andando e cai. Parecia que tinha caido de uma montanha de tão alto que era. Não conseguia enxergar nada e estava começando a perder os sentidos, iria desmaiar ali mesmo.

Acordei com uma lágrima no rosto. Não conseguia me mexer, mas senti a presença da minha mãe esperando ansiosamente pela minha volta. Ela se aproximou e a vi, foi tão bom, meu sorriso logo apareceu. Eu tinha conseguido voltar. Tive uma enorme vontade de me levantar da cama para abraçá-la e dizer o quanto ela é importante para mim. Mas não consegui fazer isso, minha vontade foi em vão. Não tinha forças para nada.
Tentei falar com ela e minha voz não saiu. Estava paralisada numa cama de hospital, sentindo muita dores. Parecia que aquele corpo não era meu, porque não me obedecia.
Eu queria sair dali, eu queria ver meus amigos, minha família, o sol, a cidade. Queria ter certeza que não estava sonhando, que estava de volta.
Ao ver o médico ao meu lado, me examinando. Confirmou que eu estava viva, bem viva. E ao ver minha mãe ligando para o meu pai para dá notícias sobre mim, me fez acreditar ainda mais. Eu vou ter a minha volta em poucos dias, isso parecia tão irreal para quem estava durmindo há 4 semanas. 

Não tenho a menor dúvida que aquele momento foi o mais especial, foi o momento que eu descobri o quanto amava a minha vida, amava as pessoas que estavam nela e que não iria largar por nada nesse mundo. Nem a própria morte conseguiria apagar esse sentimento que sinto por todos, isso eu tinha certeza.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Laços



Não adianta mais quando os laços são cortados, é inútil tentar fazer algo. Amarrar, colar super-bond. Seja lá qual for a sua tentativa de juntar os laços arrebentados.


Pode dá certo, mas saiba de uma coisa: não durará por muito tempo. Amarrando, o nó fica no meio. Logo, as coisas nunca serão a mesma coisa e mesmo sem querer o laço se soltará. Super-bond cola tudo, mas não cola o esquecimento dos erros quase imperdoáveis.

Nesse mundo que conheço, só existe um laço para cada amizade. Conseguir outro, é um milagre. Mas eu não gostaria de ter esse milagre porque a pessoa futuramente vai fazer questão de jogar na minha cara todos os meus erros que cometi, toda burrada que fiz. Por isso eu prefiro cada um ficar na sua, cada um seguir a sua própria vida. Ser só mais uma lembrança do meu passado.

Laços não duram para sempre, eles se desgastam. É como uma vida, nasce, cresce, desenvolve e morre. E aproveito o máximo para não me arrepender depois.
 
Laços tem suas vantagens e desvantagens. A vantagem do laço é ter a honra de participar da vida da pessoa e deixar uma marca. Cabe a você deixar uma boa ou uma péssima marca. Laços são substituíveis e acrescentados. Substituem laços arrebentados, sem vida para uma nova em folha e também aumentam pelo fato de você conhecer mais pessoas, construindo mais amizade e consequentemente tendo mais laços.
A desvatagem é que tem um tempo determinado, não dura para a vida toda mesmo você querendo.

Então eu só te dou um conselho. Não perca tempo discutindo, brigando por coisas inúteis. Aproveita e gasta com coisas que vale a pena, faça de cada dia um momento inesquecível. E o mais importante de tudo, diga o quanto ela signifca na sua vida e o quanto a ama. Tenho certeza que não vai se arrepender e será uma lembrança e tanto agradável.